sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Pensei que era um Disco Voador

Pensei que era um Disco Voador
Durante uma vigília em Mongaguá, numa noite estrelada no litoral sul de São Paulo, por volta das três da manhã, surgiu uma luz no horizonte escuro do mar, ao observarmos com cautela, percebemos se tratar de um barco pescador, que navegava solitário e devagar. Isso nos fez pensar o quanto devemos questionar nossos avistamentos, foi então que resolvi pesquisar sobre alguns fenômenos que podem nos confundir sobre o que exatamente estamos vendo e que podem nos levar a alguns erros de interpretação e enganos. Os tipos de fenômenos mais comum são os astronômicos e meteorológicos. Seria um óvni ou um fenômeno natural explicável?
Segue apenas alguns fenômenos naturais:
Red Sprites
Sprites (duendes) aparecem como um conjunto de colunas luminosas vermelhas, de curta duração (< 50 ms), que se estendem de 30 a 90 km de altitude. Cerca de 80% dos sprites estão associados a eventos que emitem radiação electromagnética de muito baixa frequência (ELF) e a descargas positivas nuvem-solo e parecem resultar do retorno de descargas atmosféricas com grandes correntes de pico. Esses fenômenos de plasma frio, não possuem as temperaturas de canal quente de raios troposféricos, assim eles são mais parecidos com descargas de tubos fluorescentes do que com descargas atmosféricas. Sprites aparecem como flashes laranja-avermelhados luminosos.
As primeiras referências a fenômenos ópticos transitórios acima de nuvens tempestuosas podem ser encontradas em 1930 nos relatos do teórico alemão de direito público, Johann Georg Estor. (6 de junho de 1699 - 25 de outubro de 1773).
Johann Georg Estor
Sprites foram responsabilizados por alguns acidentes aeronáuticos que aconteceram acima das tempestades. Um exemplo disso foi o mau funcionamento de um balão estratosférico, lançado pela NASA, em 6 de junho de 1989 na Palestina, Texas. 

Primeira imagem colorida de um sprite, tirada de uma aeronave
Um sprite visto a partir da Estação Espacial Internacional (em cima à direita, vermelho fraco acima do relâmpago).
Balão estratosférico da NASA
Fogo Fátuo

Gases de decomposições alimentam o estranho fenômeno.
Quando um ser vivo morre, várias espécies de bactérias entram em ação para decompor a matéria orgânica. Durante o processo, ocorre a produção de dois gases, a fosfina e o metano, que serão os responsáveis pelo fenômeno do fogo-fátuo.
O aumento da concentração desses gases cresce, por exemplo, dentro de um caixão. Isso aumenta a pressão no subsolo, fazendo com que os gazes vazem por pequenas fendas e suba em direção à superfície, vazando pelos poros da terra.
Já na superfície, em contato com o oxigênio do ar, os dois gases entram em combustão espontânea, produzindo uma chama azulada de rápida combustão, durando apenas alguns segundos
A reação de uma pessoa que se encontra próximo ao fenômeno é de correr. Mas ao correr provoca um deslocamento brusco de ar, puxando a chama em sua direção e dando a impressão de que ela tenta perseguir a vítima – como um fantasma, uma alma penada ou o boitatá dos índios brasileiros.

Para ilustrar Boitatá
Existem outros ambientes assustadores onde o fogo fátuo se faz presente, como superfície de pântanos e lagos.

A matéria orgânica proveniente da decomposição de vegetais e animais mortos também é responsável por exalar gás metano (CH4). Em razão da alta volatilidade, este gás pode entrar em combustão em ambientes abafados e gerar incêndios nestes locais. 
Corpos Celestes
Em astronomia, corpo celeste indica qualquer entidade física existente no espaço sideral, como a lua, o sol, ou um asteroide, como também os vários objetos que se mantêm unidos por forças gravitacionais, exemplo: galáxias, estrelas duplas, ou o sistema solar.
Ao entrarem na atmosfera estes astros podem parecer maiores e mais brilhantes do que são. Até mesmo planetas podem ser confundidos com UFOs.

Lua
Sol
     Asteroide
Os asteroides de tamanho menores, encontram-se na órbita do Sol, na maioria dos casos estão situados no cinturão de asteroides, próximo a Marte e Júpiter.
Os cometas, realizam deslocamento em torno do Sol e são considerados corpos celestes que possuem um tamanho pequeno. Os cometas são formados basicamente por gelo e rochas.
Cometa
As estrelas são corpos celestes bastante reluzentes, tamanha luminosidade é proveniente do próprio astro. O conjunto de várias estrelas é chamado de constelação.
Estrelas
Os meteoroides são corpos celestes de pequeno porte que giram em torno do Sol. Quando entram na primeira camada da biosfera sofrem um grande desgaste e ao mesmo tempo se aquecem, tornando-se reluzentes, são conhecidos popularmente como “estrelas cadentes”
Quando o mesmo não se desintegra, ao entrar na atmosfera terrestre, impacta na superfície do planeta, o resíduo é chamado de meteorito.
Meteoroides
Raios-bola
O formato circular dos raios globulares podem causar uma certa confusão para quem presenceia esse fenômeno, por se tratar de um fenômeno raro, pouco documentado, e cuja ocorrência, somada a crenças pode levar as pessoas a especularem e acreditarem na possibilidade do relâmpago globular ser um óvni. 
 Este fenômeno é extremamente raro que ocorre durante tempestades, geralmente associado à um relâmpago comum. O raio é de formato esférico, com um diâmetro máximo de 30 cm e pode apresentar as cores laranja amarela e vermelha. Em alguns casos foram registrados ruídos parecido com um assobio. O raio dissipa-se no ar, sendo que em alguns casos ocorreu uma explosão.
Em alguns casos estes raios são observados muito próximos ao solo. Neste caso, os raios-bola originam-se de areia incendiada. O pesquisador neozelandês John Abrahanson, da Universidade de Canterbury, já conseguiu reproduzir o fenômeno em laboratório. Diversos outros estudos sobre o fenômeno dos Raios-bola tem sido desenvolvidos, sendo que ainda muito pouco se sabe sobre eles.
Raios Bola
Raios Bola
Fogo de Santelmo
O fogo-de-santelmo (ou fogo de São Telmo ou ainda fogo de Santo Elmo) consiste numa descarga eletroluminescente provocada pela ionização do ar num forte campo elétrico provocado pelas descargas elétricas. Mesmo sendo chamado de fogo, é na realidade um tipo de plasma provocado por uma enorme diferença de potencial atmosférica.
O fogo-de-santelmo deve o seu nome a São Pedro Gonçalves Telmo ou a Santo Erasmo (também conhecido como Santo Elmo ou São Telmo), santos padroeiros dos marinheiros, mareantes e barqueiros, que haviam observado o fenômeno desde a Antiguidade, e acreditavam que a sua aparição era um sinal propício e que acalmava a tempestade.
São Pedro Gonçalves Telmo 
Fisicamente, é um resplendor brilhante branco-azulado que, em algumas circunstâncias, tem aspecto de fogo de faísca dupla ou tripla, que surge de estruturas altas e pontiagudas como mastros, cruzes de igreja e chaminés.
O fogo-de-santelmo se observa com frequência nos mastros dos barcos durante as tormentas elétricas no mar, alterando a bússola, para o incomodo da tripulação. Benjamin Franklin já observara, em 1749, que o fenômeno é de natureza elétrica.
Benjamin Franklin 
Fogo-de-santelmo
Também se dá em aviões e dirigíveis. Nos dirigíveis, era muito perigoso, já que muitos deles eram inflados com hidrogênio, gás muito inflamável.
Dirigível
Fogo de Santelmo na asa de um avião
O fogo-de-santelmo aparece também entre as pontas dos chifres dos bovinos durante as tormentas elétricas, e em objetos afiados em meio de um tornado. Não é o mesmo que o fenômeno denominado raio globular, mesmo estando relacionados. Na Grécia Antiga, a aparição de um único fogo-de-santelmo era chamado de Helena (Helena é um nome feminino que teve origem com o grego Heléne, a partir de heláne, que significa “tocha”. O termo hélê quer dizer “raio de Sol”), fazendo com que o significado de Helena seja “a reluzente” ou “a resplandecente”, e, quando eram dois, eram chamados de Castor e Pólux. (Castor (em latim: Castōr; em grego: Κάστωρ, Kastōr, lit. "castor") e Pollux (em latim: Pollūx) ou Polideuces (em grego: Πολυδεύκης, Poludeukēs, "vinho muito doce") eram dois irmãos gêmeos da mitologia grega e romana, filhos de Leda com Tíndaro e Zeus, respectivamente, irmãos de Helena de Troia e Clitemnestra)


Nuvens lenticulares
Nuvens Lenticulares, resumidamente, são formações estacionárias de nuvens que se formam em altitude. Normalmente alinhadas com a perpendicular da direção do vento.O ar úmido que é forçado a soprar para cima ao redor do pico de uma montanha criando a oportunidade da formação de nuvens lenticulares. As gotículas de água se condensam à partir do ar úmido que é resfriado abaixo do ponto do orvalho formando as nuvens 
lenticulares.
                                   
Nuvens Lenticulares
Nuvens Lenticulares
Aurora boreal ou austral
A aurora boreal é um fenômeno de luzes brilhantes, muito bonito da natureza que ocorre em camadas altas nos polos do planeta e podem ser confundidas com UFOs. Ela resulta do impacto dos ventos solares com o campo magnético da terra.  Partículas solares carregadas eletricamente entram em contato com o campo magnético terrestre e com moléculas de gazes da atmosfera ocasionando esse efeito luminoso.
A aurora boreal é visível a olho nu. Pode ser vista nos finais da tarde e durante a noite, na época em que a maioria da neve já caiu e o céu está limpo no hemisfério norte.
O fenômeno é também visível na Noruega, Suécia, Dinamarca, Alasca, Finlândia, Escócia, Rússia, Islândia, Groenlândia e Canadá.
Auroras boreais
Camadas de inversão térmica
Inversão térmica é um fenômeno atmosférico de milhares de metros de espessura que ocorre no topo da camada limite planetária (CLP), a uma altitude da ordem de 1 km sobre áreas continentais, e onde o gradiente térmico (gradiente vertical da temperatura do ar) decresce com a altura, numa razão inferior a 10 graus por km (gradiente adiabático). Este fenômeno pode refletir luzes provenientes de holofotes, faróis ou outras fontes de alta luminosidade.
Camadas de inversão térmica também geram fenômenos luminosos facilmente confundíveis com OVNIs.

Blue Jets
Blue Jets (jactos azuis) são fontes móveis de luz azul que se desenvolvem lentamente a partir do topo das nuvens de trovoada ativas até altitudes de cerca de 50 km; os blue starters (precursores azuis) são breves jatos ascendentes de luz azul que se propagam apenas alguns quilómetros acima da nuvem que os origina, terminando abaixo dos 26 km de altitude e de formato globular azul esverdeada.
Estes fenômenos luminosos foram analisados pela primeira vez na década de 1990.
Blue Jets
Parélio
Este fenômeno óptico atmosférico ocorre devido à uma refração da luz do Sol ou da Lua em cristais de gelo proveniente de nuvens. A refração faz com que apareça uma outra fonte de luz (Sol ou Lua) próximo à verdadeira fonte de luz.
Eles podem ser vistos em qualquer lugar do mundo durante qualquer estação, mas nem sempre são claramente visíveis ou brilhantes. Os parélios são melhor vistos e mais visíveis quando o Sol está perto do horizonte. Frequentemente, dois parélios podem ser observados (um de cada lado do sol) simultaneamente.
Parélio
Artefatos Tecnológicos Espaciais
Satélites, estações espaciais e foguetes são frequentemente confundidos com UFOs. Muitas vezes é possível observar objetos cruzando o céu, em linha reta, que repentinamente desaparecem. Estes artefatos podem ser observados no máximo duas horas antes do nascer ou duas horas depois do pôr do Sol. Sua coloração é sempre esbranquiçada. Sua trajetória é sempre reta, não apresentando movimentos.
 



Estação Espacial
Foguetes













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